segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ligação e potencialidades das novas tecnologias para uma melhor cidadania

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Ligação e potencialidades das novas tecnologias para uma melhor cidadania

No âmbito da Unidade Curricular Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, foi proposto aos alunos, uma reflexão sobre a ligação e as potencialidades das novas tecnologias para uma melhor cidadania, assim como a apresentação de um projeto real instituído por uma escola, discutindo-o de acordo com a problemática abordada.
O fenómeno da globalização, fruto dos movimentos migratórios e mudanças culturais, deu origem à necessidade de novas formas de comunicação, estimulando a aprendizagem de novas línguas. O facto de existir um maior conhecimento de culturas e línguas, torna-se necessário existir respeito e tolerância pelo outro, fomentando a cidadania (Cardim, T. e Mendes R., pp.3). A cidadania é vista, atualmente, como um conjunto de práticas e de competências que cada cidadão adota, sendo elas direitos e deveres, assim como a participação em processos políticos, económicos e sociais em que este se insere (Lops,, P., pp 548). A noção de cidadania é ainda definida como uma interdependência entre os países em diversas áreas, tais como a económica, cultural, social, etc. (Lee; Fouts, 2005, citado por UNESCO, 2015, pp 14). Existe um sentimento entre países de pertencer a uma comunidade mais ampla, tornando-se mais fácil de interagir com os outros, respeitando os valores universais (Marshall, 2005, citado por UNESCO, 2015, pp 14). As novas tecnologias contribuem para a participação do exercício cívico (questões económicas e políticas ou até causas sociais), na sociedade atual. As tecnologias de informação e comunicação são, então, consideradas uma boa aposta para a divulgação de problemas, pois este meio é considerado um meio mais fácil e menos dispendioso para a troca de informações (Cardoso, S., pp 19).
Nas escolas, é importante que os alunos explorem as TIC, de modo a que consigam desenvolver as suas capacidades de literacia. A literacia deve ser explicada como a capacidade de interpretar algo, conseguindo selecionar o que é relevante e de qualidade (Cardim, T. e Mendes R., pp.3), numa sociedade onde existe uma grande quantidade de informação sobre qualquer tema. Desenvolver capacidades importantes como esta, influencia o sucesso escolar, uma vez que a incompreensão do que se lê ou vê acaba por se refletir no aproveitamento escolar da criança, influenciando mais tarde na sua integração social, pois vai exisitir uma incapacidade de resolver situações do quotidiano, tais como ler um jornal, consultar horários, entre outros. Podemos então perceber que a literacia permite o acesso à informação da globalização. Todavia, nem todos têm capacidade de acesso a explorar as potencialidades das TIC. Em Portugal, muitas escolas ainda não são financeiramente capazes de terem computadores suficientes para o número de alunos, algumas nem chegam a ter computadores para que estes os utilizem. As tecnologias não são só dispendiosoas em termos de materias como também é preciso um investimento constante no softwares que vão estando sempre a atualizar. Existem ainda escolas que, apesar de terem computadores, ainda que poucos, e que possam ser utilizados pelos alunos, não têm acesso à internet. Neste caso em concreto, o facto de não terem internet, impossibilita as pesquisas que permitem o desenvolvimento da literacia nas crianças. Contudo, a falta de formação dos professores na área das tecnologias também influencia a utilização deste recurso, isto porque os docentes, não estando à vontade com as novas tecnologias, preferem dinamizar as aulas com materiais que dominem. O mesmo acontece em variados países do mundo.
Aprender é a base para o total desenvolvimento humano, social, económico e democrático. À medida que o desenvolvimento do mundo aumenta drasticamente, a necessidade de preparar as crianças para serem cidadãos integrais de um mundo em mudança, é também cada vez maior. Ninguém consegue prever o mundo que as nossas crianças vão herdar. A melhor preparação para estas, é desenvolver a sua paixão por aprender e a habilidade de aprender como aprender. A resposta a esta questão, pode estar exatamente nesta nova era da tecnologia digital. Quando todas as crianças têm um computador com conexão, elas têm nas suas mãos a chave para o desenvolvimento completo e participativo. Os limites são apagados, na medida em que as crianças podem aprender a trabalhar com outras, de todas as partes do mundo, para ter acesso a conteúdos modernos e de alta qualidade, de modo a empenharem-se nos seus interesses e desenvolver as suas capacidades. O que falta às crianças não é habilidade, mas sim oportunidades e recursos.  Um exemplo de um projeto que pode ajudar neste problema, é o realizado pela OLPC – One Laptop per Child (Um Computador por Criança), uma organização sem fins lucrativos, que tem a missão de habilitar as crianças mais pobres do mundo a terem uma educação. Posto isto, o objetivo deste projeto é fornecer a cada criança um computador, para que as mesmas possam ter uma aprendizagem autónoma e agradável. Com acesso a este tipo de ferramenta, as crianças estão envolvidas na sua própria educação, onde juntas aprendem, criam a partilham. Desta maneira elas conectam-se umas com as outras, ao mundo e a um futuro mais promissor.
As equipas multidisciplinares da OLPC trabalham de modo a identificar e analisar o contexto social, económico e educacional para criar um programa adaptado às necessidades específicas e resultados esperados de cada comunidade. Este projeto segue 5 princípios básicos, sendo eles: 1. As crianças podem levar os computadores para casa; 2. É focado na educação precoce, em crianças entre os 6 e os 12 anos de idade; 3. Todas as crianças recebem um computador; 4. Conectividade; 5. Um programa grátis e de acesso aberto. Nos primeiros anos da OLPC milhões de crianças aprenderam e começaram a transformar as suas comunidades. Aproximadamente 2 milhões de crianças e professores na América Latina fazem parte de projeto OLPC, com outras 500,000 em África e no resto do mundo. Os maiores parceiros incluem Uruguai, Peru, Argentina, México e o Ruanda. Outros programas significantes estão a ser iniciados em Gaza, Afeganistão, Haiti, Etiópia e Mongólia.
Posto isto, podemos concluir os prós desta nova era da tecnologia. Muitas vezes olhamos para este desenvolvimento tecnológico como algo que tem vindo a prejudicar a socialização, especialmente nas crianças, pois hoje em dia muitas das brincadeiras são provenientes de telemóveis, tablets, etc. No entanto, este avanço permite uma aprendizagem mais didática nas crianças, quando estes meios são utilizados num contexto pedagógico. Consideramos que o projeto apresentado se enquadra na problemática abordada, isto porque, para além de utilizar a tecnologia através dos computadores, permite a troca de conhecimentos e culturas, estimulando novas formas de comunicação entre diversos países. O facto deste projeto ser promovido em países mais desfavorecidos, que conhecem muito pouco sobre o resto do mundo, permite que as crianças destes mesmos locais possam alargar os seus horizontes, percebendo que há situações, nas suas comunidades, que podem ser alteradas para seu beneficio.
Apesar de projetos como este serem vitais hoje em dia, ainda existem muitos professores sem experiência no meio tecnológico. É preciso investir em formação e apostar em mais qualidade e quantidade de recursos tecnológicos nas escolas, mais serviços de apoio e oferta de materiais didáticos digitais. Acreditamos que se este investimento for feito, a nível mundial, as crianças enquanto futuros adultos, desenvolverão uma maior aprendizagem e literacia, que acabará por influenciar a sua participação no exercício cívico, ou seja, a cidadania.

Bibliografia

Brito, R. (2010). As TIC em educação pré-escolar portuguesa: atitudes, meios e práticas de educadores e crianças . Universiadade de Málaga .

Cardim, T., & Mendes, R. (Outubro de 2009). Recensão Crítica . Setúbal .

Cardoso, S. C. (Outubro de 2011). As redes socais online, os jovens e a cidadania . ISCTE.

Lopes, P. C. (2015). Literacia mediática e cidadania: uma relação garantida? Análise social, pp. 546-580.

One Laptop Per Child. (s.d.). Obtido de http://one.laptop.org/

Rego, B. P. (s.d.). Cidadania Digital e Redes Sociais: A ampliação do horizonte cívico a novos mecanismos de participação política. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

UNESCO. (2015). Educação para a cidadania global: preparando alunos para os desafios do século XXI. Brasília .



Ana Catarina Ferreira
Carla Oliveira
LEB-A

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Jogo didático de adivinhas

Jogo das adivinhas

No âmbito da Unidade Curricular de Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, foi nos proposto a escolha de uma atividade didática para realizar com crianças entre o pré-escolar e o 1.º ciclo. A nossa escolha foi um jogo de adivinhas que encontrámos no site do Instituto Camões, site este onde podemos encontrar diversos jogos lexicais. Devido à complexidade de algumas adivinhas, esta será uma atividade direcionada para alunos com idades a partir do 2.º ciclo do Ensino Básico.

A aprendizagem por jogos, e em particular o de adivinhas, faz com que esta seja dinâmica e impede que as crianças se aborreçam. As crianças conseguem ficar entretidas com a mesma brincadeira durante horas, o que aumenta o poder de concentração das mesmas e, consequentemente, melhora a aprendizagem teórica. Esta atividade também os desafia, uma vez que o objetivo é descobrir a resposta correta, dando origem a uma competição saudável entre elas. Além disso, as crianças conseguem ainda transmitir essas mesmas aprendizagens para outros amigos, isto porque ficam entusiasmadas com o facto de terem descoberto a resposta certa, e querem partilhar com os outros. 
O jogo de adivinhas permite às crianças trabalharem várias áreas de estudo, tais como a matemática, português, ciências, etc.

Permite ainda que estas desenvolvam diversas competências. Conseguem desenvolver o seu campo lexical, nomeadamente, perceber que uma palavra pode ter diversos significados, assim como os sinónimos. Da mesma maneira, as crianças são obrigadas a "puxar pela cabeça", isto é, têm de ter um raciocínio lógico.

Instituto Camões 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Banda desenhada




Programa Utilizado - Pixton

Power Puff Girl Saves the Day



Para fazermos esta banda desenhada utilizámos o programa Stripgenerator. Esta ferramenta era desconhecida para cada uma de nós, e constatámos que havia pouca diversidade de elementos. No entanto, para uma situação de pré-escolar, consideramos que é uma boa ferramenta pois é de fácil utilização, apesar de a mesma se encontrar em Inglês. É uma boa tarefa para propor às crianças de modo a que estas possam expressar a sua imaginação e desenvolver certas competências, dando uso às novas tecnologias. 


Trabalho Final - Vídeo

Trabalho sobre o Vídeo Sinopse – Contar a história da vida de Malala, a rapariga que ganhou o prémio Nobel da Paz em 2014 por lutar pel...