Reflexão
individual sobre questões de segurança, privacidade e fidedignidade suscitadas
pelas novas tecnologias de informação e comunicação
No âmbito da Unidade
Curricular de Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, foi
proposta uma reflexão individual sobre questões de segurança, privacidade e
fidedignidade suscitadas pelas novas tenologias de informação e comunicação.
Esta reflexão deve ter como base a apresentação do professor João Torres e na
leitura de alguns textos de imprensa.
A internet e as novas
tecnologias, atualmente, provam ser ferramentas bastante úteis uma vez que
permitem um acesso à informação global, transmitindo o que se passa no mundo em
tempo real e a possibilidade de comunicar da mesma forma num curto espaço de
tempo. Na Era do mundo digital, cada vez mais, existem novas maneiras de jogar,
de aprender, de comunicar, de se exprimir e até novas formas de viajar. Contudo,
quanto mais acesso a população tiver a estas novas tecnologias, maior é o perigo
a que se sujeitam. É importante perceber que, assim como as novas tecnologias
vão evoluindo, os hackers também vão evoluindo as suas formas de ter acesso às
nossas informações de modo a prejudicar-nos.
A
internet expõe-nos e nós expomo-nos na internet. Esta controvérsia é
justificada pois todas as informações que cada pessoa coloca nas suas redes
sociais, ou nos sites em que são pedidos dados pessoais, ficam no grande mundo
que é a internet, e qualquer pessoa que tenha algum conhecimento na área da informática
consegue aceder a essas informações. As compras que são feitas na internet, e
que eu também faço, tornam-se numa forma fácil de colocar as nossas informações
e de outras pessoas as obterem. Todavia, e apesar de eu apenas coloca-las em
sites considerados fiáveis, tenho consciência que quem quiser, e souber, tem fácil
acesso a tudo o que escrevo. “Mas o pior é que temos práticas pouco cuidadas
que fazemos com que seja cada um de nós o nosso maior inimigo.” (Vasconcelos,
2016). Para além da informação que colocamos na internet, todos os links em que
clicamos, voluntária ou involuntariamente, permite que a internet nos exponha,
muitas vezes sem nos darmos conta, isto porque na sua maioria estes sites têm
vírus, e só nos apercebemos depois. Grande parte destes links, são criados por
grandes imprensas, tais como o Facebook. No texto de Rui Ferreira (2017) o
mesmo explica que existe um “confronto entre o Facebook e o adblocker
AdblockPlus. Os adblockers são ferramentas criadas para proteger os
utilizadores dos anúncios online intrusivos. “Segundo dados da PageFair, 615
milhões de pessoas em todo o mundo utilizam adblockers no computador, no
smartphone ou no tablet.” (Ferreira, 2017). Eu própria, como utilizadora da
rede social Facebook, já carreguei involuntariamente num link que fez com que
eu ficasse a pagar uma mensalidade. Como me apercebi rapidamente da situação,
fui diretamente à minha operadora de telemóvel para que eles pudessem cancelar
essa mensalidade. O operador afirmou que o link que eu abri era um vírus, o
mesmo aparecia na minha página do Facebook. Sempre tive bastante cuidado nos
sites e links que abria, e desde que passei por esta situação redobrei a minha
atenção. “Há quem queira uma rede pura, livre de anúncios intrusivos e um maior
respeito pela privacidade. Há quem viva justamente da publicidade e dos
metadados recolhidos através da atividade dos utilizadores nos sites.”
(Ferreira, 2017)
Outro
grande perigo das novas tecnologias é a chamada Internet das Coisas. “A
Internet das Coisas retrata a proliferação de dispositivos que deixaram de
estar mudos a partir do momento em que ganharam conectividade.” (Oliveira,
2016). Atualmente existe um grande perigo relativamente às câmaras ligadas a
diversos dispositivos do dia-a-dia de todos, como o computador, o frigorifico,
entre outros. Quando têm acesso a estes dispositivos, obtendo as palavras-passe
dos mesmos, os hackers podem nos ver e ouvir, e as informações que são
retiradas a partir daqui podem ser vendidas nas redes digitais obscuras. Apesar
de ter consciência e receio que haja alguém a observar-me através da câmara do
meu computador, não tenho o hábito de a tapar. Contudo, este lado obscuro da
internet não afeta apenas cidadãos, como também pode afetar organizações, sendo
que são reportados vários crimes como roubos de base de dados, acesso
ilegítimos a bancos, companhias de seguros e hospitais (Vasconcelos, 2016).
Com
todos estes perigos que enfrentamos diariamente ao utilizarmos a internet e as
novas tecnologias, torna-se essencial que as crianças se apercebam desses mesmo
perigos o mais cedo possível. Devemos ensinar às crianças formas de evitarem
alguns perigos e incentivar a sua atenção na utilização da internet e dos
computadores ou tablets. Assim, as crianças devem conseguir distinguir aquilo
que está certo e errado na internet. “As melhores práticas parecem ser, para
além do bom senso e juízo na utilização da tecnologia, a manutenção dos
equipamentos o mais atualizados possível para que as falhas de segurança vão
sendo reparadas.” (Vasconcelos, 2016).
Referências:
Ferreira, Rui da Rocha (2017), COMO OS ADBLOCKERS TÊM EVOLUÍDO POR FORÇA DOS ACONTECIMENTOS,
Online, disponível em https://www.futurebehind.com/adblockers-criptojacking-ghostery/
Oliveira, Pedro Miguel (2016), Quem vigia a Internet de Todas as Coisas? , Online, disponível
em http://exameinformatica.sapo.pt/opiniao/2016-11-16-Quem-vigia-a-Internet-de-Todas-as-Coisas-
Vasconcelos, Paulo (2016), O surfista e a onda: fraude na internet, Online, disponível em http://visao.sapo.pt/opiniao/silnciodafraude/2016-11-03-O-surfista-e-a-onda-fraude-na-internet
Carla Oliveira
LEB-A
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